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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

SPFW Outono/Inverno 2012 - 6º dia

Neon

Ao som de um lindo e intenso trecho de opera, na voz de uma soprano, a Neon abriu o último dia do SPFW mostrando sua coleção no Teatro Tuca Arena da PUC. Nesta temporada as cores e aromas da linda Istambul inspiram as criações de Dudu Bertholini e Rita Comparato.

As principais formas são os tubinhos, os boleros e os paletós com tops em tomara-que-caia ou ombros em destaque, além de quadris valorizados por dobraduras amplas ou volumes. Nas famosas estampas da marca, desenhos de animais, étnicos e motivos que remetem a cultura turca.

Detalhe, para a dupla, que ama misturas de cores e matérias nas roupas, tudo na vida acaba em festa. Assim, o desfile se encerrou com o batucada de membros da batera da escola Águias de Ouro, animando o publico na saída do desfile.

Por Henriete Mirrione



Fernanda Yamamoto

Por Lieli Loures

Fernanda Yamamoto abre o último dia de desfiles da edição Inverno 2012 do SPFW. A gente foi ao backstage da grife conferir a coleção que estará em breve nas lojas e se encantou, principalmente, pela estamparia renascentista em jacquard. Um dos desenhos traz a jovem imperatriz romana Bianca Maria Sforza encarando sua imagem mais velha.

A cartela de cores, em consonância com a arte renascentista, traz tons sujos e envelhecidos como as pinturas a óleo da época. Bordô, verde militar, vermelho, preto, marrom, marinho, laranja, caramelo, dourado e ouro velho se misturam em saias e calças. Nesta temporada, os vestidos dão lugar a peças coordenáveis em comprimentos variados, de silhuetas secas, vazados geométricos e poucos volumes

As ankle boots com salto de madeira e solado de borracha, as polainas e os gorros bordados ou lisos devem ser hit da marca na próxima estação.



Alexandre Herchcovitch (masc)

A coleção de inverno masculino de Alexandre Herchcovitch é inspirada na indumentária dos rabinos ortodoxos - muitos usam longos casacos, camisas e calças pretas, como simbolo de humildade desde a Idade Média, quando mudaram a cor branca de suas vestes, vistas na época como simbolo de ostentação.

Mas em vez de recorrer a obviedades, como a clássica alfaiataria e os tradicionais peiot (os cachos de cabelos laterais), Herchcovicth vai além e joga para dentro deste universo simbólico elementos esportivos e urbanos.

Desta forma, os casacos de náilon aparecem também em couro, com bastante volume, em formas que vão dos boleros ao mantôs. A estrela de Davi vira motivo de texturas e relevos de shorts, casacos e camisas e os trech-coats vêm em diferentes comprimentos, muitas vezes marcados por faixas com franjas, remetendo explicitamente às vestes dos religiosos.

Linda a proposta de uma nova silhueta para as calças, que não são nem bermudas, nem muito compridas, nos mais diversos manterias. Bacana também a brincadeira da estamparia, que começa nas barras ou mangas dos casacos ou camisas e se entendem para a parte inferior do corpo, dando a sensação que o look é formado por uma única peça. Nas cores, nada além de cinza, preto, branco e azul.

Por Henriete Mirrione




Amapô

A Amapô, da dupla Pitty Goldo e Carô Taliani, traz para passarela roupas inspiradas em estudos e rabiscos da própria coleção esboçadas no papel e influenciada por artes plásticas. Partindo desta premissa, as peças femininas aparecem em estruturas armadas, criadas por meio de tiras, revelando a pele e o underwear. Outras roupas mesclam faixas de transparências e tecidos, numa alusão ao jogo de luz e sombra.

A linha masculina, especialmente a alfaiataria, é mais comercial e abusa de paletós, calças skinny ou outras com cintura alta e bem marcada. Já o jeanswear, aparece em lavagens que vão da retrô (quase um delavê), ao tom mais bruto, com borrões e manchas realizadas com tintas para paredes, trazendo também um lindo trabalho de tressê em tramas e urdumes.

Nas cores, branco, azul e preto, além de mix multicolorido nas estampas desenvolvidas em parceria com Fabio Gurjão.

Por Henriete Mirrione




André Lima


O designer paranaense André Lima encerra mais uma temporada do SPFW com chave de ouro. Os looks sofisticados do criador trazem um elaborado mix de tecidos, estampas e texturas, inclusive na inovação do uso de tweed com brilho aplicados nas exuberantes roupas de festa.

A alfaiataria é um dos pontos altos, com pantalonas de cintura marcada e casacos com recortes. Já as camisas, são cada vez mais sofisticadas e aparecem combinadas a saias longas e sensuais, trazendo detalhes em ombros ou golas.

Mestre em misturar diferentes motivos na mesma peça, os vestidos de Lima também carregam camadas de babados em shapes volumosos ou mais estruturados e colados ao corpo, tranformando mulheres num misto de sereis, deusas e divas. Nas cores, preto, ouro, amarelo queimado, laranja e tons terrosos.

Por Henriete Mirrione



Fontes: GNT, FashVideos

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